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Não assisti a todos os 53 filmes realizados por Hitchcock para o cinema (além de inúmeros programas de TV). Minha experiência até agora se restringe ao grandes clássicos do cineasta: Psycho, Rear Windonw, The Birds e Vertigo. Mas ao ler o maravilhoso livro de entrevistas Hitchcock / Truffaut: Entrevistas me apaixonei por toda a sua obra e, principalmente, pela sua idéia de cinema. Estou em uma maratona para assistir a todos os filmes de Hitchcock. Só um cineasta que começou fazendo letreiros para filmes mudos na década de 20, passou pelas grandes mudanças proporcionadas pelo cinema falado e chegou até aos filmes coloridos encantando o público poderia se tornar um adjetivo. Aliás, o público é o grande foco do cinema de Hitchcock. Ele sempre fez filmes pensados para o público – nem sempre sucessos de bilheteria – mas sempre pensados e realizados para mexer com emoções e sentimentos de quem está sentado na cadeira do cinema.
Ao realizar Psycho em 1960 – a obra do cineasta que mais mexeu comigo e, creio eu, com grande parte das pessoas que assistiu – ele sabia que tinha conseguido criar uma experiência única, “enganando” e brincando com as nossas emoções (talvez o grande sonho de qualquer cineasta). Tanto é assim, que Hitchcock exigiu dos exibidores que qualquer pessoa que quisesse entrar após o início da sessão fosse barrada, ela teria que esperar até o início da próxima sessão. Todos os cinemas seguiram a risca essa ordem. Ainda bem, pois Hitchcock faz filmes para serem assistidos do primeiro ao último plano.
Como desgustação, assista abaixo ao genial trailler promocional de Psycho.