Pra onde vão todas as coisas?

Janeiro 17, 2008 por Henrique Ribeiro

Saiu no Midionauta um curta-metragem intitulado The Story of Stuff. O filme mostra de uma maneira inteligente e divertidíssima como são feitas e, principalmente, pra onde vão todas as “coisas” que consumimos. O ciclo de vida de uma “coisa” em nossas vidas não é tão simples quanto parece.

O filme foi produzido pela Free Range Studios, uma agência/produtora/escritório de design especializada em campanhas socialmente e ambientalmente responsáveis. Vale a pena visitar o site deles. Eles são os responsáveis pelos famosos e premiados The Metrix Films e Grocery Store Wars.

Assista e reflita. Ainda mais nos tempos em que são vendidos diariamente 20 mil unidades do IPhone.

(Assista ao primeiro capítulo aqui ou ao filme inteiro – 20 min – aqui)

Fuck

Janeiro 15, 2008 por Henrique Ribeiro

Esta palavra de 4 quatro letras, com todos os seus possíveis significados e com as mais diversas variações, é com certeza a palavra da língua inglesa que primeiro aprendemos. Esse fato se deve, creio eu, graças ao cinema. Praticamente em todo e qualquer filme – americano ou inglês – ou qualquer gênero – seja ele romântico, de guerra, de gansters ou westerns – podemos ouvir ao menos uma vez essa palavra. Por mais que muita gente não entenda a língua inglesa, com certeza entende a palavra fuck (podemos perceber isso em uma cena muito engraçada do filme Meu Nome Não é Johnny – vale a pena assistir). Se em algum filme ela não é pronunciada, com toda a certeza em algum momento do filme algum personagem pensou em falar.

Para comprovar isso o blog Box Office Psychics fez uma lista com os filmes em que palavra fuck mais aparece. O filme campeão é documentário intitulado Fuck – um filme feito justamente para se entender a origem e uso da palavra – em que ela é pronunciada nada menos do que 824 vezes. Na lista temos filmes já esperados como Cassino (com 398 vezes), Godfellas (300) e Pulp Fiction (265). Também temos filmes de guerra como Jarhead (278) e Born on the Fourth of July (196). Não temos grandes surpresas, mas diria que as presenças de Magnólia (190) e Monster (187) me surpreenderam. Com a lista, podemos notar que o uso exarcebado da palavra é uma tendência dos anos 90 pra cá – praticamente todos os filmes da lista são dos anos 90 e 2000. Você pode ver a lista completa aqui.

Para explicar como a palavra fuck pode ser usada em milhares de situações, fiquem com o vídeo da série Using Proper English do grupo Monty Python.

Hitchcock

Janeiro 15, 2008 por Henrique Ribeiro

Não assisti a todos os 53 filmes realizados por Hitchcock para o cinema (além de inúmeros programas de TV). Minha experiência até agora se restringe ao grandes clássicos do cineasta: Psycho, Rear Windonw, The Birds e Vertigo. Mas ao ler o maravilhoso livro de entrevistas Hitchcock / Truffaut: Entrevistas me apaixonei por toda a sua obra e, principalmente, pela sua idéia de cinema. Estou em uma maratona para assistir a todos os filmes de Hitchcock. Só um cineasta que começou fazendo letreiros para filmes mudos na década de 20, passou pelas grandes mudanças proporcionadas pelo cinema falado e chegou até aos filmes coloridos encantando o público poderia se tornar um adjetivo. Aliás, o público é o grande foco do cinema de Hitchcock. Ele sempre fez filmes pensados para o público – nem sempre sucessos de bilheteria – mas sempre pensados e realizados para mexer com emoções e sentimentos de quem está sentado na cadeira do cinema.

Ao realizar Psycho em 1960 – a obra do cineasta que mais mexeu comigo e, creio eu, com grande parte das pessoas que assistiu – ele sabia que tinha conseguido criar uma experiência única, “enganando” e brincando com as nossas emoções (talvez o grande sonho de qualquer cineasta). Tanto é assim, que Hitchcock exigiu dos exibidores que qualquer pessoa que quisesse entrar após o início da sessão fosse barrada, ela teria que esperar até o início da próxima sessão. Todos os cinemas seguiram a risca essa ordem. Ainda bem, pois Hitchcock faz filmes para serem assistidos do primeiro ao último plano.

Como desgustação, assista abaixo ao genial trailler promocional de Psycho.

Do primeiro ao último plano

Janeiro 15, 2008 por Henrique Ribeiro

Sou um grande leitor e, principalmente, fã de blogs. Sempre os considerei uma excelente fonte de informação e diversão – uma das melhores ferramentas da internet. Como é bom descobrir um excelente blog e ficar horas lendo todos os seus posts. Já como “criador” de blogs nunca fui muito feliz. Desde 2004 tento criar um blog e criar o hábito de escrever regularmente, mas sempre tentava fazer do blog um “diário virtual” – com textos e devaneios pessoais. Nunca dava certo, sempre ficava cansado de escrever sobre fins de relacionamentos ou textos apaixonados – e é claro que ninguém quer ficar lendo sobre pés na bunda ou paixões platônicas. Blogs assim são piores do que um bêbado apaixonado mandando mensagens SMS.

Enfim, cá estou eu escrevendo o primeiro post deste blog. Não tenho a pretensão, e muito menos vontade ou vocação, de fazer deste blog um espaço de crítica cinematográfica. Pretendo utilizar este espaço para escrever, pensar, aprender, me divertir e tentar entender esta matéria que eu tanto amo e que escolhi como carreira profissional – o audiovisual. Você poderá achar aqui tudo que for audiovisual ou relacionado a ele. Como diz o texto ali no canto direito da tela: cinema, publicidade, videoclipe, programas de TV, vídeos de celulares e amadores. Pode ser novo ou velho, moderdinho ou clássico, hollywood ou bollywood. Enfim, qualquer formato audiovisual entra aqui – ou não. François Truffaut tem um belíssimo texto intitulado Por que sou o homem mais feliz do mundo, que pode ser encontrado no livro O prazer dos olhos, publicado pela Jorge Zahar. Nele tem um fragmento que diz.

“Discute-se muito o propósito do que deve ser o conteúdo de um filme: devemos nos ater ao divertimento ou informar o público sobre grandes problemas sociais do momento? Fujo dessas discussões como o diabo foge da cruz. Acho que todas as individualidades devem se exprimir e que todos os filmes são úteis, sejam formalistas ou realistas, barrocos ou engajados, trágicos ou ligeiros, modernos ou obsoletos, em cores ou em preto-e-branco, em 35mm ou em super-8, com estrelas ou desconhecidos, ambiciosos ou modestos… Só conta o resultado, isto é, o bem que o diretor faz a si próprio e o bem que faz aos outros.”

Tenho acreditado muito nisso. Qual será o critério de escolha? Cenas que me marcaram, filmes que me apaixonaram, vídeos que me divertiram, musas que me inspiraram. Qualquer material audiovisual que me encante do primeiro ao último plano.